Os Gengivas Negras atuam, desde 1997, como um sintoma de descontentamento com um cenário / mercado cultural carente de vitaminas e conteúdo, mas pródigo em placebos. O embasamento teórico de tal insatisfação já havia sido elaborado por futuristas e dadaístas no início do século XX, quando se procurava uma sonoridade mais adequada aos ´tempos modernos´, com base nos ruídos proporcionados pelas criaturas com as quais a partir de então passaríamos a conviver; as máquinas. Sendo assim, os Gengivas Negras produzem, geram e reprocessam ruídos, manufaturando peças sonoras ora reflexivas, ora brutais, dosando instinto e racionalidade na busca de uma tradução única e legítima de nosso tempo.
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